OBSTÁCULOS AO EVENTO RESPONSÁVEL

August 3, 2020

 

Certo dia, durante uma entrevista, me perguntaram sobre quais seriam os obstáculos para a popularização dos eventos responsáveis. Para quem não sabe, este é o termo que usamos para classificar os eventos que optam pela inclusão de medidas socioambientais. Se quiser saber mais sobre a diferença entre eventos sustentáveis e responsáveis, clique aqui para ler o artigo que escrevi a respeito.

 

De forma geral, posso ressaltar dois grandes obstáculos à inovação dos eventos em qualquer que seja a pasta. O primeiro tem caráter amplo (cultural) e o segundo diz respeito a algo mais específico (vícios locais). Por essência os eventos são acontecimentos característicos das culturas onde estes ocorrem. Da mesma forma dependem diretamente do comportamento social do momento. Portanto, os efeitos da realização serão diferentes de cidade para cidade e de país para país.

 

Alguns lugares são mais politizados e outros menos. Determinadas regiões possuem maior IDH e noutros temos grande desigualdade e pouca infraestrutura. Este obstáculo macro não permite mudanças bruscas, rápidas. Não dá para cobrar equilíbrio nos eventos que ocorrem em ambientes desequilibrados. E antes de curar os projetos é preciso primeiro remediar a doença socioeconômica local.

 

Em determinadas praças, o problema vem de vícios de mercado. O setor de eventos, assim como outros vários, recebe um sem número de pessoas não gratas. Os amadores e oportunistas, atraídos por “dinheiro fácil”, se apresentam como verdadeiros profissionais. Usam a fórmula do menor custo, maior lucro e pouca garantia para construir projetos pouco seguros e nenhum pouco responsáveis!

 

A “picaretagem” existe em todo lugar e invade todas as áreas. Disso não há como fugir. Mas no longo prazo, os dois obstáculos tendem a cair. Imposições de ordem ambiental (escassez de recursos), incluindo situações sanitárias, vão exigir projetos cada vez mais profissionais. Assim que isto ocorrer, e já está acontecendo, amadores e oportunistas perdem espaço e fogem. Certamente migrarão para áreas que ofereçam menor complexidade de execução e menor risco de operação.

 

Não mencionei o custo porque este “problema” já foi superado. O greenwashing ou “balela ambiental” já foi descoberto e não cola mais como fachada para evento nenhum. Já está comprovado que medidas ambientais não são caras. O verdadeiro custo vem da falta de conhecimento para fazer a coisa certa, na medida certa, para o momento certo.

 

Conforme sempre afirmamos, nenhum evento consegue ser impacto zero em sua essência. Por isso não há razão para dar desculpa que fazê-lo vai inviabilizar a planilha financeira. Dá para começar pequeno, com o que cabe no bolso e na prancheta. Dá para começar com o que o público entende e construir com ele os passos do crescimento do tema.

 

Na medida em que boas práticas se popularizarem, ações responsáveis em eventos estarão em todas as praças. Dos eventos mais pequenos, em lugares carentes, aos projetos maiores, todos oferecerão algo a mais do que uma experiência cravada no tempo e no espaço. Ofereceremos causas a serem abraçadas para transformar realidades. Tudo a seu tempo!

 

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