• Fábio Pessoa

PARA ONDE VÃO AS MÁSCARAS USADAS?


Se você se preocupa com as pessoas e com o planeta, provavelmente já se fez esta pergunta: O QUE FAZER COM AS MÁSCARAS DESCARTÁVEIS USADAS?


Descartar no lixo comum pode gerar risco de contágio para profissionais responsáveis pela limpeza e higienização. Noutro momento pode contaminar os profissionais da coleta pública. Dispostos no aterro sanitário estes itens podem vir a contaminar outras pessoas. O fato é que as autoridades ainda não se posicionaram oficialmente com medidas ou protocolos para o descarte adequado de máscaras já utilizadas.


No começo do contágio aqui no Brasil, o uso dos equipamentos de proteção era somente para profissionais da saúde e pacientes contaminados. Hoje o uso de máscaras é obrigatório em muitas cidades com aplicação de multa e outras penalidades em caso de desobediência. Seguindo o raciocínio, temos o direcionamento da OMS e das práticas internacionais sanitárias para instituir a prevenção contra o COVID-19 por meio de 3 medidas específicas:


* ISOLAMENTO SOCIAL

* HIGIENE ADEQUADA DAS MÃOS (PRINCIPALMENTE)

* USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO


Seguidas estas 3 ações, teríamos condições perfeitas para o achatamento da curva de contágio. Certo? Errado, pois temos um buraco já relatado no começo do texto. Vamos recapitular? Muitas pessoas estão usando luvas e máscaras descartáveis para trabalhar; Descartáveis contaminados são potencialmente perigosos à saúde da população não infectada; Não existe um protocolo de descarte e, por isso, os itens são dispostos de qualquer forma em qualquer lugar.


Conclusão: ao não descartar adequadamente os itens contaminados mantemos aberta a porta para o vírus continuar atuando. O que justifica esta preocupação? Em suas rotinas usuais, Hospitais e outros estabelecimentos que geram resíduos contaminantes são obrigados por lei a executar um PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SAÚDE. As exigências estão previstas em resoluções do CONAMA e da ANVISA. A este último órgão cabe, inclusive, a fiscalização e autuação das irregularidades.


Ok. Somos obrigados a usar as máscaras para nos precaver e evitar um contágio mais acelerado da população. MAS ONDE ESTÃO OS PROTOCOLOS E INSTRUÇÕES PARA QUE O CIDADÃO DESCARTE OS RESÍDUOS CONTAMINADOS COM O MÍNIMO DE SEGURANÇA? O Ministério e as Secretarias já poderiam ter se manifestado a respeito, não? Nos OBRIGAM a usar os itens de proteção, mas não nos ensinam o que fazer para prevenir a contaminação na ponta solta!


Pela dimensão do efeito na população e na economia, estamos perdendo a oportunidade de aprender a instituir novas e boas práticas. Sim, o caso é inédito e a luta é diária. Por isso mesmo ainda é tempo de educar, sensibilizar e transformar. Esta epidemia não é a primeira e nem será a última. As autoridades competentes possuem estrutura e pessoal para criar, difundir e monitorar procedimentos condizentes com o contexto.


Se fiscalizam, cobram e punem em tempos comuns, não deveriam descansar em tempo de guerra sanitária. Toda e qualquer medida que venha para somar precisar ser colocada em prática. Existem hoje 3 meios conhecidos para o descarte de resíduos contaminantes:


* QUEIMAR: não é indicado porque contamina o ar com dióxido de carbono e outros componentes químicos;

* ESTERILIZAR: é o mais indicado, mas possui CUSTO MUITO ALTO;

* ENTERRAR EM VALAS ASSÉPTICAS: carece de espaço adequado e de fiscalização proporcional.


Ainda que nenhuma delas se torne uma realidade, pode-se pelo menos pensar a respeito. E mesmo se algo já tivesse sido feito, a população precisaria de ajuda e de muita instrução para poder contribuir. Só para lembrar, é missão do poder público fomentar, instituir e regular o funcionamento de boas práticas para proteção da população.


Separamos uma dica pra você evitar que o problema fique ainda pior. Se você usou uma máscara descartável para sair de casa, logo que chegar, faça o seguinte:


1. Separe uma sacola ou saco plástico antes de retirá-la;

2. Tire-a pelas alças e coloque-a dentro do saco plástico;

3. Amarre o saco antes de descartar no recipiente que você tem em casa;

4. Depois tire as roupas e faça a higiene das suas mãos.


O procedimento que sugerimos não é o melhor, mas ajuda a não propagar o vírus no curto prazo. Enquanto a grande maioria só “apaga incêndio”, vamos assistindo o avanço da Pandemia e do caos que se alastra porque não há unidade nas informações e nas práticas!!!


SOCORRO!!!

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