Quanto a sua empresa depende da natureza?

August 13, 2018

 

Qual é o grau de dependência que a sua empresa tem em relação à natureza? Quais os impactos diretos e indiretos do seu trabalho sobre o planeta? Como empresário você já se fez estas perguntas? Provavelmente não, pois a maioria das análises do ambiente externo leva em conta o contexto econômico, a situação dos concorrentes e a capacidade do negócio enfrentá-los gerando lucro. Isso não está errado, mas está incompleto.

 

Lidar com o ambiente externo é tarefa simples quando se aplicam as ferramentas gerenciais adequadas. Mapear as referências socioeconômicas também não é complicado, pois existem dados prontos e possibilidade de pesquisas para atualizações que se fizerem necessárias. Mas como controlar a disponibilidade de energia, água e matéria prima? Este fator externo não depende de você e nem de seu conhecimento gerencial.

 

Apesar dos alertas, muitos desacreditaram na escassez de recursos naturais. Estes se apoiam no poder da tecnologia para suprir os deslizes que cometemos quanto ao uso eficiente daquilo que precisamos. Tome por exemplo a água. Dependemos diretamente dela para viver e todas as nossas atividades também. Processos produtivos ou atividades administrativas precisam de água. A energia elétrica no Brasil é originada basicamente dela. Usa-la do abastecimento direto te deixa dependente da companhia fornecedora que pode interromper ou racionar este recurso com base nas intempéries da natureza.

 

Segundo a lei de oferta e procura, a baixa disponibilidade gera inflação de preços e é isso que ocorre hoje no país. Energia mais cara ocasionada diretamente por escassez de água. Os governos possuem controle e podem se planejar para gerenciar matrizes e disponibilidade energética, mas não controlam as chuvas. Portanto, mesmo que o sistema se modernize e se torne mais eficiente para prover energia, estará sempre dependente do meio ambiente.

 

Tudo que foi dito até agora influencia diretamente no seu negócio. Você e sua empresa estão preparados para isso? Que tal deixar o medo de lado e começar a pensar na sustentabilidade como investimento necessário? Sim, investimento! Foi pensando nisto que a principal bolsa de valores de Nova Iorque criou o Dow Jones Sustainabilty.

 

Seguindo a mesma linha o Brasil criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bovespa (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo). Dois exemplos de valorização da sustentabilidade incorporada na gestão de negócios. Só para constar, o desempenho das empresas presentes nos índices apontados é superior ao das integrantes do pregão comum! Quer mais prova de que a sustentabilidade vale a pena?

 

A Loja Elétrica, empresa referência em materiais elétricos no estado de Minas Gerais, inaugurou há dois anos seu novo centro de distribuição. Todo o projeto privou pela sustentabilidade, incluindo uso inteligente de energia elétrica, utilização de energia eólica e solar, reaproveitamento e reciclagem de resíduos, torneiras e vasos sanitários econômicos, captação de água de chuva e outras tecnologias. Além do resultado financeiro, o empreendimento ganhou reconhecimento máximo do programa de certificação ambiental da Prefeitura da cidade de Belo Horizonte.

 

Então, só podemos concluir que valorizar, promover e praticar a sustentabilidade não é ser “diferente”. Diferente é aquele que crê que o seu negócio sobreviverá sem a sustentabilidade incorporada na gestão. Você ainda tem dúvidas? Prefere não pensar ou investir nisso agora? A decisão e o risco são seus!

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