Toda Educação deveria ser Ambiental!

August 26, 2016

 

Por que a separação entre a Educação Ambiental e a Educação Geral? Por que uma Educação Ambiental e não somente Educação? Ou melhor, toda educação deveria ser também ambiental, não? Você já parou para pensar a respeito? Na luta diária por uma transformação significativa nas questões ambientais sempre me pego questionando os motivos desta fragmentação e como seria se toda educação fosse, de fato, inclusiva quanto ao equilíbrio do meio ambiente e das relações entre os seres vivos.

 

Fosse nossa educação inclusiva, não haveriam tantos abismos (econômicos, sociais, culturais e ambientais) nos separando. Da mesma forma não seriam tão profundos os buracos e tão distantes as soluções de tantos problemas. Tal configuração sugere pouca eficiência em nossa forma de lidar com o mundo, não? Todas estas indagações são justificadas pelo sucesso do consumismo/capitalismo e pelo fracasso do conservacionismo.

 

Quando um pai ou responsável recebe a missão de educar uma criança, subentende-se que todas as lições devam ser focadas no todo, correto? Sugere-se também que o objetivo maior seja sua integridade física e psicológica, certo? Nesta linha torna-se necessário ressaltar que a segurança do ser depende diretamente das condições do meio onde ele vive, pois não há escudo ou bolhas que possam nos defender de um ambiente externo hostil.

 

O mundo do consumo é bastante hostil porque nos impele a comprar o que precisamos e também um monte de coisas desnecessárias. Enchemos nossas vidas de tralhas fúteis e para isso exploramos cada vez mais rápido a natureza. Enjoamos fácil de tudo e descartamos da mesma forma que compramos: sem pensar nas consequências. Tapamos nossos buracos com os resíduos daquilo de que nunca precisamos. O planeta nos dá tudo desde que nascemos e nós só retornamos com exploração, degradação, lixo e poluição. Isso é normal? É correto?

 

Nossa matemática é precisa para operações de soma e multiplicação de lucros. Mas é duvidosa quando precisamos dividir responsabilidades. Nossa geografia é magnífica para encontrar belas paisagens, mas pouco efetiva para nos ensinar a preservá-las. Nosso português é feroz para conjugar a primeira pessoa do singular, mas incapaz de praticar a primeira do plural. Nossa química está focada no prazer e na beleza, mas às escondidas nos faz chorar de dor e tristeza por nossos atos. Fragmentos, vagões sem locomotivas, pedaços soltos, distorções, alienações. Capítulos separados que, obviamente, não nos ensinam a conviver no mundo.

 

É nesse ambiente que você quer criar o seu filho? É com esta educação que você quer doutriná-lo? Formamos ao invés de informar. Direcionamos ao invés de estimular. Por isso é tão complicado incluir nosso agir e nosso ser no caminho do bem coletivo geral. Desde cedo aprendemos a olhar para o mundo como uma imensa propriedade, quando, na verdade, não passamos de ínfimos inquilinos ao lado de outros seres vivos tão ou mais importantes do que nós.

 

Por que separar a vida e as relações humanas do meio onde elas ocorrem? Por que negar a responsabilidade individual que cada ser tem em relação aos recursos do planeta? Entendo que toda doutrina deveria incluir uma forma ampla e indistinta de instruir o olhar do ser para o mundo. Uma educação completa, maciça, livre. Só assim evoluiríamos de forma objetiva e clara sobre questões ambientais. Até lá, continuaremos tentando êxito com nossas “Educações” batendo cabeça para encontrar as peças do jogo da vida. Pra mim, só existe uma forma de educar e nela o nosso dever maior é aprender a conviver com respeito a tudo e a todos. O resto é perfumaria!

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