O LIXO É MESMO LIXO?

July 20, 2016

 

Tudo aquilo que parece não ser útil vai para a lata de lixo. Não há muita reflexão sobre o ato de descartar as coisas. De forma automática a lixeira se torna um depósito de tudo. Mas o que acontece com aquilo que foi jogado fora? Uma criança logicamente responderá: “o caminhão do lixo recolhe!” Mas e depois? “Ele despeja tudo em algum lugar!” Mas e depois? “Não sei. O problema não é mais meu! Quando coloco o saco de lixo na rua, a responsabilidade é da prefeitura em coletar e levar pro lugar adequado.” Será?

 

Segundo dados da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) de Belo Horizonte, 50% dos resíduos domésticos desta cidade são compostos orgânicos. Ou seja, metade do que é descartado resulta de desperdício de comida pronta ou são sobras do processo de produção dos alimentos que se come em casa. Uma simples mudança de comportamento poderia reduzir o volume de resíduo orgânico que vai parar no lixo. Cascas de verduras, frutas e legumes podem ser reaproveitados em fórmulas alimentares ou utilizados para produzir adubo. Restos de carne e ossos podem servir de ingredientes para a produção de ração.

 

A outra metade dos resíduos coletados na capital mineira é composta por derivados de petróleo, metais, compostos mistos e resíduos eletrônicos. Quando separados, estes materiais podem também ser reaproveitados ou reciclados. Já existem empresas especializadas em manipular e dar a destinação adequada para cada tipo de resíduo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos é o instrumento de governo mais moderno para gerenciar o futuro do “lixo” no Brasil.

 

Esta lei obriga os municípios a acabarem com os “lixões” e exige que os resíduos sejam direcionados para Aterros Sanitários devidamente legalizados. Prevê ainda a responsabilidade compartilhada entre os geradores (fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e cidadãos) e os resíduos. Resumindo: somos todos responsáveis por tudo aquilo que descartamos.

 

O papel jogado no chão entope bueiros; as garrafas e caixas levadas pelas enxurradas bloqueiam dutos e canos; os restos de alimentos contribuem para a proliferação de pragas urbanas, que transmitem doenças no período das chuvas; todo o material que chega ao leito dos córregos se junta ao esgoto não tratado e poluirá outros rios; a poluição das águas gera outros problemas de saúde pública e se torna um problema caro de se resolver. Para piorar, a inconstância das chuvas e o desperdício agrava a escassez de água limpa e potável.

 

A maioria do que é descartado tem valor econômico e pode ser novamente inserido no mercado. Em algumas cidades da Alemanha, por exemplo, existem pontos de reciclagem para receber os resíduos dos cidadãos. Os itens descartados geram retorno financeiro para seus produtores e ganham destinação adequada após o uso. O resultado: todos ganham! O Brasil tem centenas de iniciativas para os resíduos, mas falta divulgação e empenho.

 

Repense sua forma de consumir. Evite desperdícios e acumulação. Nem tudo é lixo, mas todo lixo que está no lugar errado, se torna um problema. Você é diretamente responsável por todas as suas ações, por tudo que joga no lixo, pela qualidade de vida no planeta. É assim mesmo que você discorde. Mais consciência, menos lixo, mais qualidade de vida!

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